FenaPRF é eleita para ocupar uma cadeira no Conselho Nacional de Segurança Pública |
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Multa da cadeirinha Começa Hoje e um terço da frota pode ficar de fora |
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Carta de uma “ex-futura PRF” 28/1/2010 |
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Por Luiza Lux Será que alguém, entre tantas autoridades e jornalistas bem informados, já parou para pensar em como anda a vida dos cidadãos aprovados no concurso PRF 2009? Será que já se colocaram no lugar daqueles que estão vendo seu sonho se esvair lentamente ao longo dos últimos meses? É fato. Fomos aprovados honestamente, após anos de estudo e concessões, abdicando de nossa vida pessoal, de nosso lazer, e investindo tudo aquilo que dispúnhamos na nossa busca pelo cargo de policial rodoviário federal. Não compramos questões, nem gabarito. Não usamos de nenhuma influência para ter acesso a informações privilegiadas. Muito pelo contrário, usamos o nosso tempo, nosso dinheiro e a nossa garra para termos o conhecimento necessário para sermos aprovados em um concurso público de tamanha magnitude. Quem foi que errou? Quem foi que vendeu? Quem foi que comprou? Se realmente houve ilegalidade neste concurso, que culpa temos nós que conquistamos uma aprovação justa? Iremos “pagar” pelos erros de outros? Iremos perder a nossa tão sonhada oportunidade de ter uma carreira policial devido à falta de ética e caráter de uns e outros que nem sequer representam 1% das pessoas que participaram desta seleção? Se houve erro, fraude, ou seja lá o que for por parte da banca examinadora, é terrivelmente injusto punir pessoas que não participaram de tal ilegalidade. Desde quando terceiros de boa fé devem pagar pelos erros da Administração Pública? Por que temos que arcar com este castigo? Onde está a justiça para aqueles que passaram anos estudando e agora vêem sua aprovação jogada pelo ralo? Se preciso for, analisem nossas transferências bancárias, nossos sigilos telefônicos e todas as informações necessárias que provem a idoneidade de nossa aprovação. A frase que mais dói em nossa alma é: “Quem passou honestamente neste concurso, certamente passará no próximo.” Parece uma piada de mau gosto. Já fomos APROVADOS. Provamos nossa capacidade intelectual em um teste de nível superior, realizado em âmbito nacional, com inúmeros pré-requisitos. É justo que tenhamos que passar por toda esta tensão novamente? Quantos meses teremos que passar estudando novamente para sermos aprovados em um novo certame? Quanto dinheiro ainda iremos investir em estudo, sendo que poderíamos estar recebendo um salário de policial e, assim, contribuindo para a previdência social e colhendo os frutos de nossa dedicação? Todos nós queremos justiça. Mas uma justiça real, que puna os responsáveis pelas irregularidades, mas sem prejudicar aqueles que foram aprovados por mérito para o cargo de policial rodoviário federal no ano de 2009, e que trazem dentro de si a honestidade que esta profissão exige. |
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