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PR: Apreensões da PRF neste ano já superam o de 2009
22/7/2010


O ano nem completou os primeiros sete meses e a quantidade de crack apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) já ultrapassou o montante de todo 2009. Ontem, 34 quilos da droga foram encontrados com um casal, um argentino e uma paraguaia, durante uma abordagem na BR-277, na região Oeste. Com essa apreensão, o total deste ano já é de 317 quilos, copntra os 289 apreendidos ao longo dos 12 meses do ano passado. Os 317 quilos podem significar aproximadamente 1,268 milhão de pedras de crack.


Na apreensão de ontem, além do crack foram encontrados ainda 40 quilos de pasta base de cocaína, que poderiam render até 400 quilos de coca. O motorista, um argentino de 35 anos, e a passageira, uma paraguaia de 25, foram pegos em flagrante e encaminhados para a Polícia Federal. A droga seria transportada de Foz do Iguaçu até Curitiba. Segundo o motorista, ele receberia R$ 3 mil para entregar a encomenda em um shopping da Capital. Conforme a Polícia Rodoviária Federal.


A demanda por crack tem crescido em todo o Brasil, principalmente por ser uma droga barata – uma pedra de 0,25 gramas é vendida entre R$ 2 e R$ 5. Apesar de barato, o crack cria dependência rapidamente, o que incentiva o tráfico. Após o consumo, a droga leva somente quinze segundos para chegar ao cérebro, agindo sobre o sistema nervoso central e causando excitação e euforia, aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, suor e tremores. Os efeitos do crack estão diretamente ligados ao aumento de violência na capital. Pelos dados da Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná, 80% dos homicídios que ocorrem em Curitiba é conseqüência do uso da droga.


As estimativas do Ministério da Saúde são de que em 2005, o Brasil tivesse 380 mil usuários de crack. Hoje, existem aproximadamente 600 mil. No Paraná, o último relatório do Narcodenúncia mostra o avanço da droga: em 2003, foram apreendidas 12.765 pedras, número que subiu para 1,3 milhões em 2009. Segundo o Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas, em 2001, 0,5% dos jovens da região sul do país já haviam experimentado crack ao menos uma vez na vida. Em 2005, o índice subiu para 1,1%, e, apesar de não haver novas pesquisas, é muito provável que o crescimento tenha continuado e até acelerado nos últimos cinco anos.

 

De acordo com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal responsável pela comunicação social, Fabiano Moreno, a polícia se adaptou a essa realidade. A fiscalização nas estradas se tornou mais rigorosa, pois o crack pode ser transportado em pequenas quantidades e é, portanto, fácil de esconder. Além disso, os policiais passaram a receber um treinamento diferenciado, mapeando rotas de tráfico e o modo de operação de quadrilhas.

 

Bem Paraná


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